Ensino no Brasil é uma bomba. Vai acabar explodindo

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Ensino no Brasil é uma bomba. Vai acabar explodindo

A situação de um país normalmente se reflete no nível educacional de sua população. E vice-versa. Porque uma coisa depende da outra. E normalmente um país diminui drasticamente o seu potencial para o sucesso se sua população for ignorante.
Certa vez li numa rede social a crítica de uma mãe a respeito da diretriz reinante de “deixar o aluno passar de ano” de qualquer jeito.
Isso não é a causa do ensino ruim, mas sim a consequência. Afinal, se for rigorosa nas provas, a escola vai acabar não aprovando quase ninguém. E se a situação piorar mais ainda, aí não aprovará ninguém. Não vai haver nem o quase.

Agora vamos às causas.
Em alguns países altamente desenvolvidos o ensino nem mais se utiliza de provas nem se preocupa com notas. A diretriz é cultivar o gosto pelo saber.
Nesses países o aluno vai para a escola com prazer e lamenta quando não tem aula. No Brasil, quando não tem aula, os alunos fazem festa.
Isso ocorre porque o que menos se faz nas escolas brasileiras é cultivar o gosto pelo saber.
Há países, como a Coreia do Sul, em que o ensino é rigorosíssimo, mas peca por outro defeito: torna o saber um elemento de disputa, alimentando a rivalidade entre os alunos. Por isso mesmo, há estudantes quem chegam ao extremo de se suicidarem se forem mal nos estudos. Isso lá é uma preocupação real, pois os suicídios acontecem com frequência.
Ensino no Brasil

Ensino não pode ser desprazer nem disputa. O saber tem que rimar com prazer (como realmente rima) para trazer (olha aí outra rima) resultados positivos.
Por que as pessoas leem pouco? Porque não há incentivo à leitura. Para que as pessoas leiam é preciso antes cultivar o gosto pela leitura. Da mesma forma que, para que as pessoas aprendam, é necessário cultivar o gosto pelo saber, pelo aprendizado.
O ser humano está preso a paradigmas, mesmo os paradigmas que estão flagrantemente errados ou são prejudiciais.

Nas escolas brasileiras os professores muitas vezes transformam as leituras em algo insuportável. Obrigam muitas vezes os alunos a lerem o que eles detestam. É um ensino que briga com o óbvio: somente se cria o hábito de leitura quando se transforma a leitura em algo prazeroso ou lúdico. E não em algo detestável. E não é preciso dizer que, sem leitura, o aprendizado acadêmico não se concretiza.
Isso tudo se reflete na própria forma de se elaborar provas.

 

Certa vez assisti a uma entrevista dos mais festejados autores contemporâneos brasileiros: João Ubaldo Ribeiro, falecido em julho de 2014. Ele relatou que sua obra literária foi utilizada como base para uma prova de vestibular, mas os elaboradores da prova de tal forma desvirtuaram se conteúdo e o tornaram algo tão indecifrável que ele próprio, o Autor dos livros, não saberia responder às perguntas sobre a sua própria obra literária.
É preciso ter em mente o seguinte, especialmente quando se pensa em ensino: as pessoas só fazem as coisas por duas motivações: prazer e/ou necessidade.
Especialmente numa idade em que não é tão fácil ainda perceber ou aceitar a necessidade, se não houver ao menos prazer, não restará motivação nenhuma.

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