Ninguém precisa se mutilar para evitar o câncer

Thumb Ninguém precisa se mutilar para evitar o câncer

Ninguém precisa se mutilar para evitar o câncer

Os meios de comunicação deram bastante destaque ao procedimento adotado por uma famosa atriz que retirou as mamas em 2013 e depois ainda fez cirurgia para remoção de ovários e das trompas de Falópio. A atriz apresenta mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, o que elevaria seus riscos, por fatores genéticos, de contrair câncer nesses órgãos, segundo especialistas em oncogenética.

Sem querer causar polêmica com a categoria dos médicos, o fato é que o procedimento contradiz descobertas recentes. E vários estudos têm comprovado que fatores genéticos não são mais os determinantes para a ocorrência do câncer.

Embora possa haver mais probabilidades de herança genética em alguns casos, há alternativas menos invasivas que podem mudar o rumo dos acontecimentos. Ou pelo menos diminuir significativamente a margem de risco para essas pessoas. E isso é comprovado também por especialistas que merecem respeito, é bom que se diga.


Mutilar todo o corpo?

Além do mais, embora os especialistas em oncogenética apontem risco de 40 a 50 por cento de ocorrência de câncer de ovário e de 85 por cento de possibilidade de câncer de mama, no caso de alteração no gene BRCA1, eles admitem que, quando há mutação no gene BRCA2, há também risco aumentado para outros tipos de tumores, como câncer de pâncreas, melanoma, vias biliares e intestino.

Ora, o que fazer então? Retirar todos os órgãos onde há essa possibilidade de tumor? Retirar pâncreas e intestino? Isto sem contar que esses mesmos especialistas admitem, adicionalmente, que nem todas as mulheres que têm a mutação desenvolvem câncer. E mais: que a grande maioria dos cânceres de mama e de ovário não tem origem hereditária, segundo alguns desses especialistas. Eles comprovam que inúmeros outros fatores interferem, como estilo de vida, hábitos pouco saudáveis e o ambiente em que se vive.

À luz de novos estudos

É aí que entram estudos de epigenética e de medicina quântica, entre outros, onde vários dos antigos consensos foram derrubados, entre os quais o entendimento de que a genética determina tudo ou quase tudo. Constatou-se, por exemplo, que as células que vivem num ambiente saudável tornam-se cada vez mais resistentes, enquanto num ambiente desfavorável elas enfraquecem e adoecem.

De início, os cientistas estavam convencidos de que havia um determinismo genético que os fazia acreditarem que os genes controlam a biologia e que não havia como escapar daquilo para o qual fomos programados geneticamente.

Com isso, as doenças passaram a ser compreendidas como algo resultante do determinismo genético ou de uma falha no mecanismo bioquímico que exigia a correção por meio de medicamentos químicos, quando na verdade as doenças, em sua expressiva maioria, estão relacionadas a complexas interações entre genes múltiplos, fatores ambientais, emocionais, mentais e inclusive espirituais.

Desde a época de Darwin

O próprio Charles Darwin, autor do famoso estudo A Origem das Espécies, admitiu: “Em minha opinião, o maior erro que cometi foi não dar a devida atenção à ação do meio ambiente sobre os seres, como no caso dos alimentos, clima etc (…) Não percebi as evidências da ação direta do meio ambiente. Hoje elas são muito claras para mim.”

Tudo isso parece muito complicado, mas na verdade é muito simples de entender: não pense que, porque alguém de sua família teve câncer, por exemplo, você está fatalmente destinado a contrair a doença. Ambiente, hábitos, fatores emocionais, mentais, o seu estado de espírito e, principalmente, a sua alimentação, podem reverter essa suposta fatalidade.

Em resumo: você não terá, fatalmente, câncer, porque seu pai ou sua mãe, ou um parente próximo, teve essa doença. Você pode evitar isso. Acredite. E pode evitar também inúmeras outras doenças, como diabetes, mal de Parkinson e mal de Alzheimer, entre outras.

É a ciência que comprova

Essa convicção não é privilégio apenas de terapias alternativas nem resultado de crendices ou de superstições. É pura ciência.

Alguns médicos, formados no modelo tradicional das escolas de Medicina, começam a despertar para essa nova realidade.

É o caso, por exemplo, do cardiologista e nutrólogo Lair Ribeiro, que possui vários ensinamentos publicados e ministra cursos de pós-graduação com destaque para a correção de erros crassos que são cometidos em nossa alimentação diária.

E, se você costuma acessar a internet com frequência, certamente irá constatar que muitos outros médicos estão se especializando em nutrologia e passam a dar a importância devida à nutrição e às alternativas naturais para manter a boa saúde. Afinal, chega de abusar de remédios, que sempre possuem efeitos colaterais, muitas vezes (ou quase sempre) danosos.

Os mais céticos costumam menosprezar ou até mesmo ironizar esses ensinamentos e conceitos. Perdem tempo e saúde e comprovam que são apenas preconceituosos e desinformados, pois tudo é resultado de estudos da maior seriedade, com base científica comprovada por muitos anos de pesquisa.

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