SUS faz esperar mais de 10 anos

Thumb SUS faz esperar mais de 10 anos

SUS faz esperar mais de 10 anos

A saúde no Brasil, bem como a educação, está precisando de UTI.

O Conselho Federal de Medicina constatou, em estudo divulgado recentemente, que até junho de 2017, 904 mil pessoas esperavam por uma cirurgia eletiva (não urgente) no Sistema Único de Saúde. O levantamento foi  feito em 16 estados e 10 capitais.

Desse total, 750 pessoas aguardavam o atendimento para efetuar a cirirgia há mais de 10 anos, o que reflete o absurdo da situação.  Ainda segundo esse levantamento, de cada mil pacientes que aguardam a cirurgia, cinco morrem por ano enquanto esperam, ou por ausência da cirurgia ou por outros fatores. As causas específicas dessas mortes não foram avaliadas.

Evidentemente isso não elimina o fato de ser inadmissível que um paciente espere durante mais de 10 anos por uma cirurgia.

Os dados se referem a hospitais públicos. Não foram divulgadas informações sobre o sistema privado.

Segundo o levantamento, a maior fila de espera se concentra em apenas cinco procedimentos: cirurgias de catarata (113.185), hérnia (95.752), vesícula (90.275), varizes (77.854) e amígdalas ou adenoide (37.776).

Ressalte-se que em todos esses casos a longa espera acarreta a piora significativa do estado do paciente.

As cirurgias não urgentes mais comuns são da área de ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia e cirurgia vascular.

Os estados analisados são: Alagoas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco, São Paulo e Tocantins.

Muitas pessoas defendem a total privatização da saúde no Brasil, o que evidentemente é uma solução duvidosa ou altamente questionável.

Os planos de saúde hoje são caríssimos e novos planos nem são oferecidos mais para pessoas acima dos 60 ou 65 anos de idade.

Se existirem as chamadas doenças pré-existentes, ou seja, aquelas de que padecem os pacientes já antes de se filiarem ao plano, as restrições são ainda piores.

Há também um fato inegável: a privatização relega o sistema público de saúde ao abandono, uma vez que as classes privilegiadas já estão atendidas e, evidentemente, não pressionam os governos municipais, estaduais e Federal para que se dê prioridade a um setor primordial.

Na verdade, a crise pela qual o Brasil se vê gravemente afetado é caracterizada por um conjunto de fatores.

A par dos desmandos já conhecidos, como a corrupção, não se dá prioridade ao setor. A piora, portanto, é progressiva e tende a se agravar cada vez mais.

Isto porque, além da falta de verbas e da fiscalização rigorosa que o setor requer, o governo atual tem cortado recursos.

É rigorosamente incontestável a conclusão: apesar dos altos impostos, o Brasil está em situação caótica que inclui setores essenciais.

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